Departamento de Justiça dos EUA intervém em disputas eleitorais antes da contagem de votos
Segundo a Agência Brasil, ações na Califórnia e no Alasca foram rejeitadas pela Justiça, e o departamento recorreu no caso do Alasca
O Departamento de Justiça (DOJ) dos EUA demonstrou disposição para intervir diretamente nas eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira (3), de acordo com a Agência Brasil. Segundo a agência, a atuação rompe com décadas de prática que buscava evitar a percepção de que o poder de aplicação da lei favoreça partidos ou candidatos.
Na Califórnia, o departamento tentou anular os votos por correspondência de cerca de 20 mil eleitores que, segundo o próprio DOJ alega, provavelmente não são cidadãos norte-americanos. O estado afirma ter adotado medidas para impedir a votação por não cidadãos e sustenta que o departamento não tem autoridade para bloquear votos. No Alasca, o DOJ tentou impedir a certificação do resultado caso o candidato Dan Sullivan perdesse por margem estreita, mas a juíza federal Sharon Gleason indeferiu a ação no domingo (1°). O departamento recorreu da decisão. Os tribunais já rejeitaram as ações do departamento contra os dois estados.
O advogado-geral dos EUA, Todd Blanche, afirma que os esforços do departamento são legais e visam proteger a integridade do voto. Em comunicado, a porta-voz Kiersten Pels disse: "O Departamento não está ajudando nenhuma campanha. Está fazendo cumprir a lei". Segundo a reportagem, estudos independentes e auditorias estaduais constataram que a fraude eleitoral é rara.
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