Atraso em sistemas da Reforma Tributária ameaça caixa de hospitais, diz MV
Empresa de software para saúde diz que janela de testes de 2026 exige adequação antes de 2027

A MV alertou que a adequação dos sistemas de gestão às novas exigências da Reforma Tributária pode gerar passivos fiscais e perda de benefícios para hospitais, clínicas e operadoras. Segundo a empresa, o prazo para as instituições adaptarem seus processos internos é dezembro de 2026, e as que deixarem a reestruturação para a última hora podem comprometer o fluxo de caixa e o faturamento.
Ainda segundo a MV, a nova legislação exige controle rigoroso sobre os créditos de impostos, e sem rastreabilidade de ponta a ponta os benefícios previstos, como a redução de 60% nas alíquotas para serviços e as isenções para medicamentos, não se concretizam. A empresa afirmou que, em 2026, as alíquotas de teste serão de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, com o objetivo de preparar os softwares para a CBS plena em 1º de janeiro de 2027. O CEO e fundador da MV, Paulo Magnus, disse que cumprir a janela de testes em 2026 é uma exigência legal e uma estratégia de proteção do negócio.
Segundo a MV, os ajustes envolvem revisar o cadastro de materiais, reconfigurar contratos e mapear as notas fiscais de entrada e saída. O cronograma citado pela empresa prevê a extinção de PIS e Cofins a partir de 2027, a transição do IBS entre 2029 e 2032 e o modelo integral de IVA Dual em 2033.
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- Comunicado enviado por e-mail ao Diário do Eixo pela organização citada.
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