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Política

Democratas conquistam a Câmara e o Senado dos EUA, em dura derrota para Trump

Partido vence em redutos republicanos, segundo a Agência Brasil; Trump diz aceitar o resultado, mas ameaça vetar qualquer projeto "insano"

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Mão de uma pessoa depositando um adesivo ou cédula em urna sobre uma mesa com papéis, em ambiente interno.
Foto: IAN MAULE/AFP (reprodução: O Globo)

Os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato de terça-feira (3), segundo a Agência Brasil, com vitórias em redutos republicanos pela primeira vez em gerações. A retomada da Câmara já havia sido projetada pela CNN.

Pela contagem parcial da Folha de S.Paulo, o partido somava 228 das 435 cadeiras da Câmara, contra 139 dos republicanos, e tinha garantido ao menos 54 das 100 vagas do Senado. A CartaCapital registrava, na mesma Casa, 54 cadeiras democratas e 44 republicanas.

No Kansas, os democratas elegeram o primeiro senador do partido desde a Grande Depressão, há quase um século, informa a Agência Brasil. No Texas, conquistaram uma cadeira no Senado e tiraram do cargo o governador Greg Abbott, que cumpria o terceiro mandato.

A agência atribui a virada de eleitores conservadores à frustração com a guerra contra o Irã, ao alto custo de vida e à forma como Trump governa. Segundo O Globo, a guerra, iniciada em fevereiro, é rejeitada por cerca de 63% dos americanos, pela média das pesquisas citadas na campanha, e os democratas querem obrigar o presidente a encerrar as operações ou a pedir autorização ao Congresso. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que os americanos votaram "não à guerra"; o líder supremo, Mojtaba Khamenei, afirmou que a hostilidade de Washington não mudará com a troca de partido, relata a Folha.

Com a maioria na Câmara, os democratas poderão travar projetos republicanos sem negociação, presidir comissões, convocar autoridades, exigir documentos e investigar integrantes do governo, afirma O Globo. A Agência Brasil diz que se espera que, ao tomar posse em janeiro, eles investiguem o governo Trump, a família e os aliados do presidente e exijam concessões nos projetos de lei. O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que há uma reformulação geracional do mapa do Senado que vai mudar o país.

Trump aceitou o resultado e parabenizou os democratas em entrevista à Fox News, segundo a Agência Brasil. Disse que trabalharia com eles em temas como a imigração, mas ameaçou vetar qualquer projeto "insano", e atribuiu a derrota em parte ao Irã, segundo a Folha. Ele também publicou a foto de um boné com a palavra "veto", de acordo com a Reuters, citada pela CartaCapital; na véspera da eleição, havia dito que pretendia ser o "Sr. Veto", relata O Globo.

Derrubar um veto exige dois terços dos votos nas duas Casas, e no Senado a oposição precisaria de 60 votos para vencer a obstrução, número que O Globo considera improvável.

Com informações de O Globo, da CartaCapital, da Folha de S.Paulo e da Agência Brasil.

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Esta matéria foi redigida com auxílio de inteligência artificial a partir das reportagens e dos registros oficiais listados acima. Datas, números e afirmações foram conferidos contra essas fontes, e a matéria foi aprovada por Fred Danin, editor responsável, antes da publicação. Como fazemos · Pedir correção