Corregedor do TSE aceita ação do Novo que pede cassação de Lula e Alckmin
Investigados têm cinco dias para responder; o partido questiona 35 atos do governo que criaram ou ampliaram benefícios em 2026.

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral do TSE, aceitou a ação do Novo contra a chapa formada por Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). O partido alega suposto abuso de poder político na eleição.
Cueva mandou notificar os investigados, que têm cinco dias para apresentar defesa, informou O Antagonista. A CartaCapital também registrou o prazo de cinco dias.
Segundo O Antagonista, o Novo diz que o governo editou 35 atos normativos, entre 1º de janeiro e 16 de outubro de 2026, para criar ou ampliar benefícios. A legenda estima o impacto em R$ 73 bilhões e afirma que o valor corresponde ao gasto somado de medidas parecidas nos três anos anteriores.
Conforme a CartaCapital, o partido afirma que a quantidade de atos é igual à de iniciativas semelhantes de 2023 a 2025: 17, quatro e 14, em cada ano. A ação atribui responsabilidade também a Alckmin, por ele ter integrado a chapa e participado de eventos de anúncio de parte das medidas.
A CartaCapital informou ainda que o Novo cita 13 créditos extraordinários, num total de R$ 99,7 bilhões em 2026. O partido pede a cassação dos registros ou diplomas dos dois e a inelegibilidade de ambos por oito anos.
Com informações de O Antagonista e da CartaCapital.
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