Quênia condena líder de seita a 200 anos de prisão por mortes em jejuns forçados
Veículos divergem no total de vítimas: 190 crianças e um adulto, ou 191 pessoas. A defesa de Paul Mackenzie anunciou que vai recorrer.

Um tribunal de Mombaça, no Quênia, condenou na sexta-feira (6) Paul Mackenzie, que se apresentava como pastor, a 200 anos de prisão. A CartaCapital informou que a pena foi repartida em partes iguais entre homicídio e indução à inanição. A CNN Brasil descreveu a divisão como 100 anos pelas mortes por fome e 100 pelas causadas diretamente por homicídio.
Sobre as vítimas, a CartaCapital citou 190 crianças e um adulto mortos entre 2021 e 2023. A CNN Brasil falou em 191 pessoas, só uma delas adulta. A CartaCapital acrescentou que a Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Quênia calcula ao menos 429 mortos no massacre até 2024, muitos ainda sem identificação.
A CNN Brasil informou que o tribunal entendeu que o jejum foi imposto com base em ensinamentos religiosos. Guardas vigiavam os seguidores, e crianças eram contidas, ficavam sem comida e eram punidas ao tentar comer ou fugir.
Segundo a CartaCapital, a promotoria e familiares queriam a pena de morte, que a lei do país admite, embora não haja execuções desde 1987. A defesa anunciou que vai recorrer.
Com informações da CartaCapital e da CNN Brasil.
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